Concurso de Lores Outubro - Finalistas


Bem vindos novamente a mais um concurso de Lore da Bacon Arcano!

Aqui estão todas as Lores que foram escritas no concurso de Outubro. Esse mês tivemos 2 Lores enviadas dos participantes dos Toicinhos Tradicionais que cumpriram com os critérios de participação, e agora essas Lores épicas entram para votação na comunidade. O Tema foi: a sua historia de Planeswalker e a sua relação com a academia Bacon Arcano, ligados a base de textos que vocês podem achar nos posts: "A Centelha Em Cada Um De Nos.". Aos leitores: boa leitura e apreciação. Votem na sua Lore favorita e apoie o escritor! Aos participantes: boa sorte a todos!



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Deck: Mono Red Burn

Nome do Deck: Cinza do Dragão Ancião 

Nome do Conto: Um Romance Cinza

Planeswalker: Pedro 


Minha rotina matinal é simples, acordar, cuidar de minha higiene e procurar treinar, por mais que algumas formalidades atrapalhem o processo, tudo sempre é realizado com sucesso no final do dia, em destes dias comuns procurei o tutor Bob, em sua sala sempre com os ternos mais bonitos do multiverso, já sabia o motivo de minha chegada.
Iblis- “Queria testar mágicas novas e ver algumas estratégias com você.”
Bob- “Ficaria muito feliz em ajudar hoje está área está sendo utilizada para alguns assuntos importantes então teremos que usar um espaço do outro lado da academia.”
Concordando com a cabeça o espero do lado de fora da sala e olhando o corredor percebo que o dia está calmo, com poucas pessoas pelos corredores.
No meio do caminho despretensiosamente Bob me faz uma pergunta simples que me impressionou:
Bob- “Bom você já está na academia a um bom tempo mas como exatamente você chegou até a Bacon Arcano ?”
E a resposta seria longa:
Iblis- “Bem... isso começa bem antes de mim.”


E assim começa...

Há muito tempo atrás em um plano pouco visitado por Planeswalkers Aletheia e Leyakel se conheciam, vizinhos que por morarem perto um do outro acabaram por se conhecer, Leyakel (chamado por seus conhecidos mais próximos como Yakel) era um necromante aprendendo as artes de trazer os mortos de volta a vida, enquanto por um lado completamente diferente Aletheia (chamada de Theia já que muitas pessoas de sua região não sabiam pronunciar o resto de seu nome) era uma hieromante branca que achava que cada vez mais as pessoas deveria proveitar seus dias como se fossem o seu último.
Convivendo na vila acabaram por ser conhecer no meio de suas tarefas diárias e começaram a desenvolver uma certa afinidade por terem metas semelhantes, se tornarem magos fortes e depois viverem suas vidas calma e felizmente decidindo treinar cooperando para que os dois pudessem tirar de si os seus melhores.
Por mais que tenha começado como uma simples amizade a relação acabou se desenvolvendo para algo amoroso e por mais que ambos se desentendessem bastante ainda se amavam e não conseguiam se separar, sempre amando e desejando o melhor um ao outro.
Yakel acabou percebendo uma mudança na cidade quando um dragão ancião chegou e começou a participar dos assuntos da região, aparentemente apenas como um refugiado forasteiro que agora procurava a vila como um lar, mas o necromante acabou por perceber como o dragão, conhecido pela cidade como Bolas, influenciou a cidade.
Com revolta o mago da morte acabou por manter seus olhos e ouvidos atentos e acabou por ouvir o plano do forasteiro, usaria o plano como fonte de recursos, uma ferramenta ! Por mais que a conversa tivesse sido ouvida Leyakel foi notado é só não foi fatalmente ferido no peito por causa de Aletheia que estava a passar pelas redondezas.
A fuga foi bem sucedida por pura sorte, a morte andava lado a lado com o casal, mas a partir daquele momento ambos sabiam que se escapassem não poderiam viver pacatamente por um bom tempo mas, após algumas desventuras, tendo que se esconder dos soldados, conseguiram ter uma casa afastada da cidade e protegidade contra os olhares tirânicos de Bolas, que tomou a vila pra si e a tornou uma metrópole.
Em um dia desses enquanto Aletheia estava em um bosque indo observar a natureza para se entreter, vendo a água correndo suavemente pelo rio, os pássaros voando até as árvores para pegarem frutos frescos até que a serenidade é interrompida por passos desesperados ecoando, passos sem ritmo, passos de alguém mancando e mais distante, passos de várias pessoas, um batalhão ! O homem desesperado cai em uma árvore próxima a hieromante e fecha os olhos sem esperança nenhuma a frente, ela quase que de imediato entende a situação e pensa no que fazer.
Os guardas quase sem fôlego chegam e perguntam para a moça:
Guardas- “olá senhora estamos a procurar um subversivo da capital, por acaso viu algo incomum por aqui ?”
Aletheia quase como quem não estava ouvindo simplesmente apontou para frente e disse que viu alguém muito suspeito correndo naquela direção, os guardas agradecem e continuam a correr, quando a moça vê que os guardas já entraram tão profundamente na floresta que nem visíveis eram mais ela se levanta e tira o casaco que estava vestindo do chão agora que não precisava dele no chão para esconder o homem mais.
Aletheia- “infelizmente esse foi o melhor disfarce que eu tinha no momento, perdão caso eu tenha te machucado.”
???- “muito obrigado.”
Aletheia- “me atrevo a perguntar, quem é você ? Por que a capital estava te perseguindo ?”
???- “meu nome é Vitor, estou em uma missão de campo de minha academia mas algumas coisas sairam do planejado, só preciso descansar esta noite e voltarei pra lá.”
Aletheia acaba por oferecer a casa em que vivia com o marido para que o desconhecido dormisse, na manhã seguinte Vitor contou tudo que estava fazendo no plano, informações que confirmavam aquilo que Yakel havia ouvido do dragão Bolas, Vitor também contou da academia e da existência de planeswalker que fascinaram ambos.
Nig- “Muito obrigado por tudo.”
Yakel- “Você sempre será bem-vindo aqui.”
Aletheia- “Gostaria que um dia ele fosse para essa academia com você.”
Vitor- “vou fazer o possível.”
E futuramente saberíamos que essa frase não seria apenas palavras vazias e ordenadas

a formação de um exímio piromante


Iblis- “mas então Bob essa história me lembrou de algo, como um mago preto e um mago branco conseguiram se amar, você poderia me ensinar mais sobre ?...”



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Deck: Grull Dragões 

Nome do Deck: Dragão Senpai

Nome do Conto: Dragão Senpai

Planeswalker: Kekel



(Arte: Kekel)

Airi havia aprendido que um dia morreria, fazendo parte de um ciclo natural. Ela só esperava que isso pudesse ser mais tranquilo… E não congelando em uma descida mortal com uma avalanche atrás dela, aos gritos de anões em cima de um pinguim gigante.

Como ela tinha se metido nisso? . . . Naquela manhã, Airi acordou com uma pequena surpresa. Suas orelhas e olhos ficaram curiosos com o livro que estava em cima do móvel, do lado de seu grimório. Antes mesmo que pudesse pensar em qualquer coisa, se levantou e foi até o livro. Em cima dele, havia um papel dobrado. Airi, delicadamente, abriu o papel para ler o que estava escrito:
 “​Rainha dos dragões,
 Desde de que deu decidi adentrar neste universo de dragões e conhecer estas criaturas, tenho dado pouca atenção aos elfos. Mas preciso voltar, achei mais um pra minha coleção. Enquanto eu estou fora, deixei a minha matilha de dragões pra você cuidar.””
 A carta não tinha assinatura, mas, aquela letra, aquele “​achei mais um pra minha coleção” ​ ... Não havia dúvidas. Tanto a carta quanto o livro, ou melhor, grimório, era do planeswalker da Bacon Arcano que se auto denominava O Rei dos Elfos. Airi, intrigada, abriu para ler. Tinha inúmeros dragões, ela considerou todos lindos, alguns ela inclusive nunca tinha visto! Queria saber mais sobre eles, suas orelhas balançavam com a animação. A elfa abriu a porta do quarto e se dirigiu à biblioteca do porco.

Enquanto andava, não perdeu tempo e aproveitou para ver tudo daquele grimório. Era intrigante para ela… Ele trabalhava com uma mecânica muito diferente do que estava acostumada. Não tinha nenhuma magia de fogo, ou de morte ou de destruição em massa… E tinha muitos dragões!  Mais do que normalmente costumava ver em um grimório. As suas orelhas subiam e desciam tentando entender…

Airi estava passando pelo saguão do portal da academia, indo para a biblioteca. Mas, devido a sua alta concentração na curiosidade do que estava em suas mãos, não percebeu a confusão ao seu lado. Um planeswalker dragão, Nig, discutia ferozmente com um grupo de vegetarianos enquanto um golem preparava o portal da Bacon. No calor da discussão, o dragão fez um movimento abrupto com a cauda para a lateral. Um gritinho fino e curto chegou aos ouvidos da criatura de asas. Quando este se virou, só viu o portal tremer, indicando que alguma coisa passara por ele.

Tudo girou. Airi não sabia o que estava acontecendo, mas abraçou fortemente o grimório em seus braços enquanto seu corpo dava piruetas em uma terra fofa. Quando finalmente a inércia ganhou espaço na situação e seu corpo parou, a elfa ainda mantinha os olhos fechados. Até que sentiu um frio batendo nas suas orelhas. Ela as mexeu. Estava frio.

Finalmente abriu os olhos e levantou o tronco. A terra fofa estava deixando suas pernas geladas. Era neve. Estava em uma montanha, longe dos salões da Bacon.

Em um rápido movimento, a orelha de Airi se vira ao escutar um “piu”. Ao se voltar, se deparou com uma criatura pequena. Era preta e branca, pés pequenos e curtos, postura ereta, tinha um bico e nadadeiras no lugar de asas. Os olhos da elfa piscaram rapidamente ao observar a criatura enquanto tentava se situar com o que tinha acontecido.

“É TUDO CULPA SUA!”

Airi se assustou, encolhendo os ombros e abaixando as orelhas quando ouviu o grito. Mas, ao se virar novamente, percebeu que a fala não era para ela. Um homem muito pequeno limpava a neve de suas coisas e falava com um outro homem que estava se levantando de um buraco na neve. Ambos usavam roupas muito parecidas.

“MINHA CULPA?! QUEM FOI QUE TEVE A IDEIA DE VIR ATÉ AQUI?!!” respondeu gritando o que estava saindo do buraco. “VOCÊ QUE QUIS VIR!! EU NÃO TE CHAMEI PRA VIR!” gritava o outro em resposta.

Airi piscava os olhos tentando entender. Porém, os dois anões estavam discutindo muito ferozmente para dar qualquer atenção à elfa.

“VOCÊ SABE PORQUE EU VIM! E OLHA SÓ COMO VOCÊ ME AGRADECE…” disse o pequenino que acabou de sair do buraco, se virando de costas e levantando parte da roupa que tampava o traseiro “VOCÊ QUASE ESTRAGOU A ROUPA QUE MAMÃE FEZ PRA MIM!!!” terminou de dizer.

Ao olhar para aquilo, era possível notar que as calças na parte de trás do sujeito estavam rasgadas, deixando bem à mostra as roupas de baixo dele. Nela, estava escrito em bordado com letras garrafais: ORGULHO ANÃO. As orelhas de Airi se mexeram. Aquilo era no mínimo… Peculiar.

“VOCÊ FOI CABEÇA DURA E QUIS ENFRENTAR AQUELE BICHO! CULPA SUA!!” respondeu o irmão. Era notório que os dois não entrariam em um consenso. Eles continuaram a discutir sem que Airi soubesse o que deveria fazer, ela apenas se levantou e continuou a segurar o grimório com os dois braços. No meio da discussão, a criatura que estava do lado dela fez um outro “piu”, só que muito mais alto dessa vez.

Aquilo tinha chamado a atenção de um dos irmãos. “JÁ CHEGA, VOU TIRAR A GENTE DAQUI” disse ele. Logo depois, ele tirou um livro da mochila que carregava. Airi, no mesmo instante, percebeu que não era um simples livro. Era um grimório! Mas, numa fração de segundo, algo muito bobo tinha desviado a sua atenção. Na capa daquele grimório, continha a seguinte frase em letras grandes: SÓ PARA BAIXINHOS.

A elfa inclinava a cabeça confusa enquanto o anão começava a emanar uma energia verde e entonar algumas palavras. Airi teve a impressão de conhecer o feitiço. “NÃO!!! NÃO FAZ
ISSO!!!” gritou o outro correndo desajeitadamente pela neve para alcançá-lo. Sua pernas eram curtas, então não conseguiu chegar a tempo de impedir... A magia foi lançada em direção a Airi.

Antes que pudesse pensar, o instinto fez com que ela desviasse para o lado. Mas a magia jamais a atingiria. O verdadeiro alvo era a criatura pequena que estava antes do seu lado. A magia a acertou com força, e, logo em seguida, a criatura cresceu, ficando quase do tamanho de um dragão.

O seu “piu” parecia muito mais um rugido agora. “AGORA VAMOS SAIR DAQUI” disse o que tinha soltado a magia. “VOCÊ É IDIOTA?! O QUE VOCÊ FEZ!” respondia o irmão. “VAMOS SAIR DAQUI VOANDO!!!... IDIOTA!!!” retribuiu o outro.

Airi continuou quieta e um pouco confusa quando um longo silêncio pairou na situação. O anão que iria responder ficou calado… Apenas olhando. Foi até estranho ter alguns segundos de silêncio com os dois anões.

“PINGUINS NÃO VOAM, SEU IMBECIL!!!” o anão de calças rasgadas gritou o mais alto que pôde, gerando ecos.

No mesmo momento, um som maior do que o grito invadiu o espaço… E vinha de cima da montanha. As orelhas de Airi se abaixaram no mesmo instante e ela começou a correr. Ela passou pelos irmãos que ainda estavam olhando para o estava vindo. No momento seguinte, todos, inclusive o pinguim, estavam correndo… Ou pelo menos tentando escapar da avalanche.

Proporcionalmente, criatura era quem tinha as pernas mais curtas, mesmo com o seu novo tamanho. Ela se deitou de barriga e começou a deslizar montanha abaixo. As suas nadadeiras trombaram contra os anões que se seguraram nelas. Airi teve que pular na cabeça da ave e segurar bem firme em seu couro para não cair.

“É TUDO CULPA SUA!!!” gritava o anão com grimório. “MINHA CULPA?!!-” tentava revidar o outro.

Aquilo estava insano. O coração de Airi estava na boca com o sufoco. Ela nem mais reparava em qualquer palavra que saia da boca gritada de algum dos irmãos. Estava em uma descida mortal, com uma avalanche prestes a cobri-la, aos gritos de dois anões e em cima de um pinguim gigante… Como ela tinha se metido nisso?

Airi olhou para a sua outra mão. Ela não sabia como usar, não estava acostumada, era improvável… Mas, naquele momento, a sua única esperança era o grimório que não era seu.  . . .
Airi respirou fundo. Finalmente podia se sentir aliviada ao passar pelo portal para voltar à Bacon. Ao chegar lá, Nig continuava a discutir. Ela olhou para as suas roupas molhadas devido a neve… Estava acabada, mas feliz. Tinha feito três amigos naquele dia. George deu um “piu” ao conhecer a sua nova casa.



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